Oceanpact (OPCT3): ação cai apesar de avaliação positiva sobre fusão com CBO

Navios de apoio offshore da OceanPact

A Oceanpact (OPCT3) anunciou, na última sexta-feira (27), a fusão com a CBO, operação que resultará na emissão de 274,5 milhões de novas ações e na incorporação da CBO, cujos acionistas passarão a deter 57,86% da nova companhia.

A transação cria uma empresa com frota combinada de 73 embarcações e carteira de contratos de R$ 13,6 bilhões, além de promover rejuvenescimento dos ativos, dado que a frota da CBO é mais jovem. Às 12h33 (horário de Brasília), as ações da Oceanpact recuavam 2,20%, a R$ 9,35.

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O Bradesco BBI considera a fusão positiva, uma vez que deve consolidar a nova companhia como o segundo maior operador de embarcações de apoio offshore no Brasil, com trajetória clara de desalavancagem e capacidade ampliada de geração de caixa.

A relação de troca embute múltiplos superiores para a CBO, refletindo sua frota mais jovem, menor custo da dívida e já gerando fluxo de caixa livre positivo — elementos que agregam valor à Oceanpact.

Segundo o BBI, um ponto favorável aos acionistas atuais da OPCT3 é a garantia de que os recursos potenciais da ação judicial contra a Petrobras (PETR3; PETR4) serão integralmente distribuídos, sem diluição. “A operação também fortalece o fluxo de caixa por ação e abre espaço para maior remuneração ao acionista à frente, ao mesmo tempo em que melhora a liquidez dos papéis em mercado”, explica o banco.

Embora a integração de uma frota de 73 embarcações traga desafios operacionais e o fim do lockup possa gerar volatilidade no futuro, o BBI entende que o alinhamento entre os acionistas e o potencial de sinergias — de padronização de frota a maior poder de barganha —reforçam a atratividade da transação.

O JPMorgan vê a transação como estrategicamente sólida e economicamente equilibrada. A incorporação total em ações da CBO aumenta significativamente a escala e o backlog (carteira de pedidos firmes ainda não entregues), fortalecendo a posição competitiva da OceanPact em um ambiente construtivo para embarcações de apoio offshore.

Embora os acionistas da CBO passem a deter 57,86% da empresa combinada dentro de um acordo de controle compartilhado por dois anos, a avaliação implícita de 5,3 vezes EV/EBITDA (Valor da Firma sobre EBITDA, ou lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) últimos 12 meses (LTM) para a CBO, em comparação com os 4,9 vezes da OceanPact, parece razoável, especialmente considerando os diferentes perfis das companhias – margens EBITDA mais altas da CBO (50% ante 30%) e maior conversão em caixa, com a CBO contribuindo com cerca de 64% do EBITDA pró-forma.

O JPMorgan ainda destaca que a base acionária ampliada pode aumentar a liquidez das negociações e o interesse de investidores ao longo do tempo. Com isso, o banco reiterou recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 11.

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