Petrobras (PETR4): por que ação fica no zero mesmo com nova disparada do petróleo?

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As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) ficam no zero nesta terça-feira (3), mesmo em uma sessão de nova disparada dos preços do petróleo em meio à extensão do conflito no Irã, com a aversão a risco contaminando os mercados como um todo. Às 12h15 (horário de Brasília), os papéis PETR3 tinham leve alta de 0,34% (R$ 44,86), enquanto PETR4 caía 0,12% (R$ 41,08).

No setor, Brava (BRAV3) tinha elevação de 0,1%, PRIO (PRIO3) avançava 0,47% e PetroReconcavo (RECV3) mostrava decréscimo de 1,02%.

Enquanto isso, o petróleo saltava mais de 7%, com o brent superando US$ 83 o barril. O conflito entre os EUA e Israel com o Irã se intensifica, interrompendo os embarques de combustível e aumentando os temores de novas interrupções no fornecimento de petróleo e gás do Oriente Médio.

João Daronco, analista da Suno Research, aponta que a performance relativa precisa ser analisada nesta sessão, uma vez que as ações das petroleiras têm demonstrado menor queda em comparação com a média do mercado acionário, em um cenário em que o Ibovespa cai mais de 4% nesta tarde.

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“Portanto, em relação ao desempenho geral da bolsa, essas empresas estão superando a média, impulsionadas pelo preço mais elevado do petróleo. Essa comparação é fundamental para uma análise precisa”, avalia Daronco.

Outro ponto a ser levado em consideração é que a escalada no Oriente Médio dispara prêmios do petróleo e pressiona paridades de combustíveis no Brasil, conforme ressaltou o Itaú BBA.

As estimativas de paridade do BBA mostram que o preço de importação da gasolina (IPP) está 18% acima do preço doméstico praticado pela Petrobras, enquanto o do diesel está 23% acima, configurando a maior defasagem observada em meses. Nos valores de exportação (EPP), a gasolina opera 3% acima do preço interno e o diesel 3% abaixo, indicando comportamentos assimétricos entre os dois derivados.

Apesar das pressões crescentes, o banco ressalta que a Petrobras pode avaliar de forma distinta sua estratégia comercial e não necessariamente seguir as estimativas de paridade divulgadas por consultorias, ANP e ABICOM. Ainda assim, a magnitude das defasagens desta semana reacende o debate sobre competitividade do mercado de combustíveis e os potenciais impactos sobre margens de importadores.

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